terça-feira, 18 de outubro de 2011

Dores da alma que grita.

Continuo pesado de mais pra mim mesmo, minhas palavras parecem pesar minha mente, minhas atitudes parecem me enganar, fazendo eu ser só mais uma ilusão qualquer no meu mundo, meus passos estão cada vez mais lentos e minha voz parece não sair, parece estar presa a tudo que fiz. E como sangra esse coração, cansado de andar com os braços abertos pro mundo, como estou cansado de ter que ouvir palavras de dor, estou farto de tudo, estou farto até de mim mesmo, eu me olho e não me encontro. E como se esse eu que existe aqui fora fosse diferente do daqui de dentro. E cada atitude que eu tomo, não e minha, faz parte desse clone que eu criei, esses defeitos todos estão presos a mim e por isso que eu me escondo, e por isso que eu estou preso a esse lugar dentro de mim mesmo, em busca de soluções para os meus defeitos. Mas tantos meses de pesquisas e nada, nem uma migalha de esperança, nenhuma luz parece se abrir a mim. Eu não intendo, se eu vivesse era pra mim que eu vivo, mas eu estou vivendo para um clone, eu estou vivendo pra uma alma morte que esta me substituindo, não sei se faz bem, apenas sei que durante esse tempo escondido eu sofri por solidão, mas não me machuquei mais, não tive que correr atraz de que não me quer, foi bom e ruim, me fez forte, mas me fez sozinho, esse e o problema, por mais que venham coisas boas as ruins sempre estarão acompanhadas a ela, essa e a tal historia em que eu me perco e não existe vida que possa me tirar desse desolado mundo subterrâneo. A vida e assim, um dia você cai, outro levanta, pra depois saber que vai cair de novo.

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