Como uma pluma, um dente-de-leão, uma partícula de gás, você é leve, meu amor. Meu menino, minha irracionalidade, minha construção nos ares. Você me fala com voz mansa que tem muito chumbo aí dentro, que tem balas de pistolas e cabos de facas encrustados em seu coração, que tem mãos e pés enrolados, que já cortaram suas asas há tempos e - embora triste - é tudo interno. Mas você voa sem asas, amor. Você aprendeu qualquer coisa sobre levitar, flutuar etc, e só sei que você fica suspenso e me suspende junto. Me arranca um sorriso, anjo sem asas, me tira da seriedade trazida pela vida. (Serei de Vidro)
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
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