Eis que tudo explodiu, tudo deixou de ser pensamento e sentimento e se tornou um novo universo, eu sou a super nova que mudou o rumo dos meus sonhos e o tal buraco negro que insiste em absorver o que o mundo há de me dar todos os dias. Eu não sou o sol, eu não sou a lua, eu sou só mais uma estrela, dentre 3,5 bilhões de outras que insistem em recuperar o brilho. O sonho é ser cometa, ser viajante e o tal destinatário de desejos e pedidos.
De tantas outras historias, a que hoje insiste em ficar em mim é aquela em que o sonho se desfez por mim, o sonho deixou de ser ômega e se tornou alfa, se sacrificou e se refez para que a ponte que me leva ao meu fantasioso não se rompesse.
Eis que ainda grito por dentro e rogo a gravidade que me mantenha aqui, a escuridão é um detalhe, o silencio é privilegio, se as vezes deixo de brilhar é pra apreciar a noite. Daqui não posso ouvir o canto da matilha, mas é fácil imaginar o sentimento presente em cada uivo, que entoa em segredo, canções de amor para lua.
O sonho não morreu e assim como universo ele passou por milhões de explosões, se recriou no caos e se refez na destruição. Eis que me espalhei pelo espaço, pedaços de mim ora estão em estrelas ora estão em cometas, as vezes me classifico com uma luz perdida, ou talvez até como a luz que não foi encontrada, pois ainda que eu brilhe dia e noite, poucos conseguem me enxergar e me reconhecer como parte do universo. Será que existirá alguém que virá recolher os meus pedaços? E saberá fazer o meu coração bater direito?
Eu não quero ser só mais uma luz perdida no vácuo! Assim como o sol se enamorou pela lua, assim eu quero me enamorar por um cometa, quem sabe assim eu consiga deixar de ver de longe o que a por trás desse cenário preto e iluminado e consiga ver de perto que o infinito é logo ali e que as muralhas não podem ser maior que os nossos sonhos.
Se hoje sou estrela, amanhã espero ser super nova, para que logo me torne uma galaxia e dentre outras formas de imensidão. Que tornam o finito infinito, e vice-versa.

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